segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
O que é a Comissão de Direitos Humanos e Minorias?
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| Comissão dos Direitos Humanos e Minorias em Brasília. (Foto: Reprodução/ Pedro França - Agência Brasil) |
A Comissão
de Direitos Humanos e Minorias, também conhecida pela sigla CDHM, é uma das 21
comissões permanentes da Câmara dos Deputados, formada por 18 congressistas titulares
e 18 suplentes. Nela, os parlamentares votam propostas legislativas (leis)
relativas à área dos Direitos Humanos e seus fundamentos, o que resulta em
normas responsáveis pela afirmação dos direitos humanos no Brasil.
Dentro das
suas atribuições legais, a comissão não tem as mesmas do Poder Judiciário, que
é o único responsável pela aplicação das leis. Atualmente, a CDHM recebe
por ano cerca de 320 denúncias de violações dos direitos humanos em
território nacional (como crimes contra detentos, processos contra abuso de
autoridade, violência no campo e crimes de racismo e homofobia) o que resulta
na votação de projetos visando a melhor convivência dos brasileiros.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
A luta popular e os avanços na cidadania da saúde mental
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| Hospital Colônia de Barbacena / Crédito:Geração Brasil - Divulgação |
Por Natan Cavalcante
Quando pensamos em “loucura” e na recuperação
psiquiátrica, logo vislumbramos um estereótipo construído no imaginário
cultural durante longos anos. Imaginamos, por exemplo, a figura do paciente de
algum transtorno mental como um ser agressivo e fora de si; portanto, um perigo
iminente para a sociedade. Partindo desse estigma construído, a mais comum das
práticas seria o completo isolamento social do doente mental em um hospital
psiquiátrico ou manicômio, onde permaneceria, muitas das vezes, até o fim dos
seus dias.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
A diversidade religiosa e a política brasileira
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Pastor Marcos Feliciano, evangélico, defensor de leis com base no Cristianismo, reeleito Deputado Federal em São Paulo.
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A cada dois anos são realizadas eleições em todo o território nacional em busca de novos representantes para as casas legislativas em esfera municipal, estadual e federal. Diante disso, ocorre uma a “invasão” de candidatos do meio religioso na disputa por cargos, o que – em um país multicultural como o Brasil – acaba gerando questões sobre quem tem o direito se candidatar e até onde o país é realmente laico e democrático.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, podem se candidatar pessoas com nacionalidade brasileira ou que sejam naturalizadas, desde que estejam em pleno exercício dos direitos políticos, alistadas na Justiça Eleitoral, tendo domicílio na circunscrição há pelo menos um ano antes do pleito e também filiadas a algum partido político há pelo menos 12 meses antes da eleição.
Por se tratar de um país democrático e declarado laico em sua constituição, o Brasil não pode estabelecer diferenças, sejam elas quais forem, sobre um determinado indivíduo por causa da sua orientação religiosa, seja ela derivada da doutrina cristã – a mais popular do país - ou descendente de religiões africanas como o candomblé, a umbanda e o xangô, além do judaísmo, islamismo, hinduísmo, budismo e demais doutrinas. (Stwart Lucena)
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
O direito humano da liberdade de movimento, pensamento e escolha
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| Reprodução: Human Rights |
Quantos gritos cabem em um
silêncio? Até onde vai a nossa liberdade? A Declaração Universal dos Direitos
Humanos pede mais liberdade, mas uma parte do mundo parece não ouvir. No Paquistão,
uma cristã é condenada à forca por blasfêmia contra o profeta Maomé. No Irã,
mulheres são atacadas com ácido por extremistas religiosos que não aceitam
mudanças em suas vestimentas. Diante disso, só nos resta uma pergunta: somos
realmente livres para pensar o que quisermos e escolhermos o melhor para nós?
(Stwart Lucena)
A Violação dos Direitos Humanos
Por Human Rights
ARTIGO 13.º — LIBERDADE DE
MOVIMENTO
“1. Toda a pessoa tem o direito
de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
“2. Todos têm o direito a
abandonar qualquer país, incluindo o seu próprio, e de voltar a seu país.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
A caneta é mais poderosa do que a espada
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| Malala Yousafzai (Jon Fuller-Howell/The Mirror) |
No dia 9 de outubro de 2012,
Malala Yousafzai, uma menina paquistanesa, na época com 15 anos, levou três
tiros num atentado de autoria do Talibã, fato que mudou a vida da adolescente
para sempre. As semanas que se seguiram foram de tensão ante o estado grave de
saúde da jovem, que, mesmo sendo encaminhada para um hospital em Birmingham, no
Reino Unido, só conseguiu se recuperar totalmente em janeiro de 2013.
Malala já era ativista pelos
direitos humanos e à educação desde 2009, quando, entre 11 e 12 anos de idade,
escreveu sob um pseudônimo para um blog da rede britânica BBC. A página
relatava a situação das meninas impedidas de ir à escola na região do Vale do
Swat, no nordeste do Paquistão, devido à influência do Talibã, que era
contrário à emancipação feminina, especialmente de jovens. Foi essa a razão
pela qual ela sofreu o atentado, cujos mandantes só foram presos recentemente,
em setembro deste ano.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Direitos humanos ameaçados com novo Congresso
À
luz das manifestações de junho do ano passado, que trouxeram promessas de
renovação política e social, eleitores foram às urnas em outubro eleger
representantes para cargos executivos e legislativos nos âmbitos federal e
estadual. O resultado, no entanto, seguiu para o lado oposto do esperado. De
acordo com o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(Diap), Antônio Augusto Queiroz, "o novo Congresso é,
seguramente, o mais conservador do período pós-1964".
Tal
resultado representa uma grave ameaça à defesa dos direitos humanos, uma vez
que um dos representantes mais expressivos do conservadorismo que nos aguarda
em 2015 é Jair Bolsonaro. Militar da reserva, o deputado ficou famoso por
declarações racistas e homofóbicas – como dizer que preferia ter um filho morto
a um filho gay – além de defender a tortura e ditadura militar no Brasil. Vale
ressaltar que Bolsonaro foi o terceiro deputado mais votado no País e o campeão
de votos no Rio de Janeiro, estado que também elegeu Jean Wyllys, conhecido por
sua proteção aos direitos humanos, em especial os da comunidade LGBT.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
A Declaração Universal dos Direitos Humanos e o desprezo da mídia
(Reprodução/ Wikipedia)
Sexo na novela. Racismo no seriado. Discriminação em programas religiosos. Violência em programas policialescos. Essas são apenas algumas das muitas faces da televisão brasileira, reflexo da má utilização de um instrumento que deveria servir, entre outras coisas, para a defesa dos direitos humanos, mas, infelizmente, utilizada para o seu desprezo, como relata o mestre em Ciências Sociais Laurindo Lalo Leal Filho. (Stwart Lucena)
Sexo na novela. Racismo no seriado. Discriminação em programas religiosos. Violência em programas policialescos. Essas são apenas algumas das muitas faces da televisão brasileira, reflexo da má utilização de um instrumento que deveria servir, entre outras coisas, para a defesa dos direitos humanos, mas, infelizmente, utilizada para o seu desprezo, como relata o mestre em Ciências Sociais Laurindo Lalo Leal Filho. (Stwart Lucena)
Aos 65 anos,
Declaração Universal dos Direitos Humanos é desprezada pela TV
Por Laurindo Lalo Leal Filho
“King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?” afirmou Danilo Gentili na TV. A um telespectador que contestou o caráter racista da frase respondeu pelo twiiter de forma a deixar ainda mais claro o seu preconceito: “quantas bananas você quer para deixar essa história pra lá?”
Marcadores:
65 anos da Declaração Universal,
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Stwart Lucena
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Brasil deixa o mapa da fome das Nações Unidas
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| Mapa da fome em 2014 (clique aqui para versão ampliada). As áreas em branco possuem menos de 5% da população subnutrida. (Fonte: FAO) |
O Brasil
conquistou em setembro um feito histórico, que repercutiu de forma
insatisfatória na grande mídia. Segundo relatório da
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o País saiu
do chamado mapa da fome, após reduzir para 1,7% a parcela da população que
sofre com a falta de alimentos. Em 1990, esse percentual chegava a 15%. Vale
ressaltar que o direito à alimentação está garantido no artigo 25°da Declaração
Universal dos Direitos Humanos e, desde 2010, no artigo 6° da Constituição
Federal. O portal online da Carta Capital postou uma matéria que detalha as
políticas públicas que levaram a tal avanço, além de retratar o impacto dessa
mudança na vida das pessoas. (Marco Galindo)
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Liberdade de opressão
Não há dúvidas de que esta campanha eleitoral é uma
das mais acirradas e disputadas dos últimos tempos, marcada por debates
acalorados e nem sempre respeitosos. E um dos momentos mais baixos foi
protagonizado por Levy Fidelix, então candidato à Presidência no primeiro
turno, no debate da Record. O presidenciável pelo PRTB associou homossexuais a
pedófilos, defendeu tratamento psicológico aos LGBT e, por fim, conclamou a
maioria a “enfrentar essa minoria”. A reação subsequente nas redes sociais foi
intensa para os dois lados. Enquanto a hashtag # LevyVocêÉNojento figurou entre
as mais comentadas do Twitter, a página do Facebook de Levy Fidelix cresceu dez
vezes em número de seguidores.
Pensando nisso, o Ministério da Justiça lançou, através
da sua página no Facebook, a
campanha “Não confunda discurso de ódio com liberdade de expressão”. A ação era
composta por uma imagem e o texto subsequente: “Liberdade de expressão é o
direito de manifestar livremente opiniões e ideias. Entretanto, o exercício
dessa liberdade não deve afrontar o direito alheio, como a honra e a dignidade
de uma pessoa ou determinado grupo. O discurso do ódio é uma manifestação
preconceituosa contra minorias étnicas, sociais, religiosas e culturais, que
gera conflitos com outros valores assegurados pela Constituição, como a
dignidade da pessoa humana. O nosso limite é respeitar o direito do outro”. Até
o fechamento deste texto, a campanha contava com mais de 50 mil “curtidas” e
100 mil “compartilhamentos”.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
O privilégio de morar e o direito de ocupar
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| Policial aborda uma das ocupantes do Hotel Aquarius (Foto:
Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo) |
No dia 16 de setembro, São Paulo foi palco de um
conflito violento envolvendo a Polícia Militar e ocupantes do Hotel Aquarius, prédio
abandonado no centro da cidade, cuja obra nunca foi concluída. O motivo do confronto
foi o descumprimento do acordo de reintegração de posse do edifício, o que
levou os moradores a resistirem à ordem de desocupação, resistência que foi
combatida com uso excessivo da força policial. Ao final do evento, o saldo era
de 800 pessoas que, despejadas do local e sem ter onde morar, foram para as
ruas.
Infelizmente esse não foi um caso isolado. No dia
11 de abril, seis mil famílias foram expulsas à força de um terreno abandonado,
no Rio de Janeiro, conhecido como “Favela da Telerj”. Esse terreno e o prédio
do Hotel Aquarius se situam em pontos centrais do Rio e São Paulo,
respectivamente. A desapropriação de locais como estes, de alto valor de
mercado, mas sem qualquer finalidade pública, só serve para evidenciar o
conluio entre Estado e especulação imobiliária, o que atenta diretamente contra
o direito humano à moradia.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
O impacto da liberdade provisória na vida de detentos
Você já parou para pensar o que passa na cabeça de um presidiário que tem o “luxo” de após meses ou anos encarcerado estar de voltar ao convívio social? Muito se fala da ressocialização do ex-presidiário, mas e aqueles que ganham privilégios de sair do presídio por um determinado período de tempo? O que eles sentem ao reencontrarem suas famílias e amigos e o que passa por suas cabeças na hora de voltar ao presídio?
O documentário “De Volta”, produzido pelo Canal Futura, acompanha quatro dias das vidas de Leandro, Sonia, Midiã e Anderson, detentos que ganharam o direito à saída temporária no Natal de 2012. Dirigido por Rafael Figueiredo, “De Volta” provoca uma reflexão sobre a importância da ressocialização dos condenados, além de trazer à tona outros assuntos como a percepção do tempo e a manutenção dos laços familiares pelos detentos. (Lívia Maria)
O documentário “De Volta”, produzido pelo Canal Futura, acompanha quatro dias das vidas de Leandro, Sonia, Midiã e Anderson, detentos que ganharam o direito à saída temporária no Natal de 2012. Dirigido por Rafael Figueiredo, “De Volta” provoca uma reflexão sobre a importância da ressocialização dos condenados, além de trazer à tona outros assuntos como a percepção do tempo e a manutenção dos laços familiares pelos detentos. (Lívia Maria)
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Vítima brasileira do aplicativo Secret entra com ação para que ele saia do ar
A falsa sensação de anonimato
na Internet sempre levou pessoas a se sentirem mais confortáveis para falar,
fazer e mostrar conteúdos que não divulgariam pessoalmente. Nessa onda, o
aplicativo Secret foi criado para promover o compartilhamento de segredos,
prometendo o anonimato apenas de quem postou a informação. O que os usuários
desse aplicativo parecem não perceber é que podem violar uma série de direitos
ao mencionar nomes, profissões, endereços e etc. O site canaltech postou uma matéria alertando
para esse perigo e revelando as ações tomadas por uma das vítimas do Secret. (Carla
Braga)
Antes mesmo de conhecer a rede
social Secret, o consultor de Marketing Bruno Machado, 25 anos, já estava sendo
mencionado nas mensagens anônimas do serviço. Na terça-feira (05), ele
descobriu que havia sido alvo em três mensagens que considerou ofensivas. Além
de uma foto onde o rapaz aparecia nu, outras postagens afirmavam que ele era portador
do vírus HIV e fazia orgia com os amigos.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Direitos dos portadores de câncer e doenças graves
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| Imagem: Masterfile |
A
Constituição Federal assegura aos portadores de neoplasias e outras doenças
graves alguns direitos especiais, mas o desconhecimento desses direitos por
parte dos portadores ainda é um dos fatores que dificultam o usufruto dos
benefícios.
No
caso dos portadores de câncer, muitas entidades produzem cartilhas e outros
materiais informativos como forma de inteirar a esses pacientes os direitos que
lhe são devidos. Um exemplo é o Instituto Nacional do Câncer (Inca), que já
elaborou um material com orientações e esclarecimentos aos pacientes e
familiares a respeito dos direitos sociais da pessoa com câncer, o qual você
pode conferir aqui.
Os
principais benefícios assegurados são: isenção do Imposto de Renda na
aposentadoria, quitação de imóvel, andamento judicial prioritário,
aposentadoria por invalidez, assistência permanente, aquisição de medicamentos
importados, cirurgia de reconstrução mamária, auxílio à doença, previdência
privada, seguro de vida, serviços de reabilitação profissional para trabalhador
com deficiência, auxílio transporte, isenção de IPI, ICMS e IPVA na aquisição
de veículos especiais, entre outros.
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