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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A morte e seus diferentes nomes

Descrição para cegos: na imagem há duas mãos apertadas. Uma está com luva
e a outra é de uma pessoa que está sobre uma cama.

Por Gabriel Costa

         Não é difícil ouvirmos falar em eutanásia quando nos referimos a alguém muito doente, com sofrimento intenso, sem chance de cura. Como explica José Roberto Goldim, doutor em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professor na mesma instituição em seu artigo sobre bioética, o termo que vem do grego pode ser traduzido como “morte apropriada” ou “boa morte”, ou, como proposto por Francis Bacon em 1623, “tratamento adequado às doenças incuráveis”.

sábado, 28 de maio de 2016

A eutanásia em “Você não conhece o Jack”

Por Aracely Coutinho

        “Quando um paciente agonizante quer a morte, o médico deve cumprir seu dever mais forte. Deve fazer não o que lhe vem à mente, mas atender um pedido consciente de uma morte rápida, indolor e decente”. Essa é a fala do médico Jack Kevorkian, o “doutor Morte”, nos primeiros minutos do filme.
        A trama baseada em fatos reais, conta a história de um médico em busca da legalização para a eutanásia na década de 1990. Diante de doenças terminais, Jack defende que o ser humano deve escolher a forma que deseja pôr fim à vida, de forma digna e sem sofrimento. Para isso, ele busca apoio da irmã e amigos para prestar o serviço médico aos mais de 130 doentes terminais que o procuraram. As mortes assistidas aconteciam após uma entrevista gravada para comprovar que os pacientes não eram clinicamente depressivos. Após isso, substâncias eram injetadas via intravenosa e o enfermo morria.