A pesquisa foi feita com psicólogos, psiquiatras
e assistentes sociais das redes municipais de atenção básica de João Pessoa e
Campina Grande. O objetivo foi avaliar o conhecimento dos profissionais da
saúde mental sobre a reforma psiquiátrica. A pesquisa verificou ainda a questão
do preconceito sofrido pelos doentes mentais. Eu entrevistei a coordenadora do
trabalho e professora do Departamento de Psicologia da UFPB Silvana Maciel para
o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na
Rádio Tabajara AM (1.110 Khz). Ouça a entrevista (Diego Fenas).
terça-feira, 19 de abril de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Revista vexatória: violação de direitos
Por
Aracely Coutinho
A revista vexatória é configurada pelo constrangimento de
tirar a roupa ou expor partes íntimas com a finalidade de averiguar se o
visitante está tentando entrar com objetos proibidos como drogas, armas e
celulares no presídio. São relatados pelos visitantes que eles são coagidos a
se agacharem sobre um espelho e tossir com seus orifícios expostos, muitas
vezes na frente de outros visitantes e de crianças.
O projeto de
lei 7764/2014 que trata da proibição de revistas vexatórias em todo país, foi aprovado
por unanimidade no Senado e está em tramitação na Câmara Federal.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
O direito dos imigrantes à luz do cristianismo
Para além da
espiritualidade, o cristianismo influenciou o Direito ao longo dos séculos, e o
faz até os dias atuais. Como os evangelhos retratam e a História atesta, ao
reivindicar o título de Profeta, Jesus buscava o direito de modificar a Lei e
implantar uma nova filosofia social. Foi assim no campo das questões relativas
aos imigrantes.
Os cristãos primitivos, que
viviam sob a Lei Talmúdica - um conjunto de livros judeus que já traziam leis
sensíveis à vida – interpretaram-na segundo a ótica cristã. Eles eram
contrários ao divórcio, opunham-se à poligamia, defendiam a igualdade das
mulheres, dos escravos e também dos estrangeiros.
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terça-feira, 5 de abril de 2016
Cadeias cheias, providências vazias
Foto: Marcelo Freixo/Flickr
Por
Aracely Coutinho
O
estudo mais recente sobre a população carcerária do Brasil, realizado em 2014
pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), revela que o número de presos no
sistema é de 563.526. Porém, somado ao número de presos domiciliares, a
contagem vai para 711.463. O déficit em vagas é de 206.307, sem contabilizar as
prisões domiciliares.
Entre
os 10 países com maior população prisional, o Brasil ocupa a 4ª posição, ficando
atrás apenas dos Estados Unidos, China e Rússia. A situação fica ainda pior se
incluir na contagem as pessoas que cumprem pena em casa: sobe para a 3ª
posição. Mesmo ocupando um lugar tão alto no ranking de população prisional, o
país ainda sofre muito com a elevada taxa de criminalidade.
domingo, 3 de abril de 2016
Painel sobre Migrantes e Direitos Humanos
A exclusão no mundo globalizado faz com que a humanidade vivencie uma situação de deslocamento forçado de pessoas semelhante aos ocorridos durante as guerras mundiais. Diante disso, o Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da UFPB vai ganhar um grupo de trabalho para estudar e aprofundar o tema dos direitos dos migrantes. Sobre o assunto, entrevistamos a assessora jurídica da Pastoral dos Migrantes Maritza Ferreti e o Procurador da República Duciran Farena, que estão à frente do grupo de trabalho. Eu produzi o painel, junto com Felipe Nunes e Jeane Pontes para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz).Ouça a entrevista (Diego Fenas).
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Pesquisa faz avaliação psicológica de detentos do sistema prisional paraibano
O trabalho começou em 2011, com uma análise da
psicopatia em apenados do sistema prisional. Atualmente é mais abrangente,
observando características psicológicas, aspectos sociais e a situação jurídica
dos presidiários. Os grupos avaliados são do Centro de Reeducação Feminina
Maria Júlia Maranhão e da Penitenciária Hitler Cantalice. O trabalho é
coordenado pela professora do Departamento de Psicologia da UFPB Carmem
Gaudêncio com participação de alunos dos cursos de Psicologia e de Direito. Eu entrevistei a
professora Carmem Gaudêncio, que coordena o trabalho. A entrevista foi ao ar no
programa Espaço Experimental, que é veiculado todos os sábados na rádio
Tabajara AM (1.110 KHz). Ouça a entrevista. (Felipe Nunes).
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domingo, 13 de março de 2016
Justiça e Igualdade
Por
Aracely Coutinho
Segundo o dicionário
Aurélio, a palavra justiça significa a “prática e exercício do que é de
direto”. Algo justo ou merecido, com ligações no poder judiciário e lei penal. Já
igualdade significa “organização social em que não há privilégios de classes”. O
termo também pode ser estendido para qualquer quesito que, de alguma forma,
sirva para isolar grupos, podendo ser por questões religiosas, de gêneros,
sexualidade, etnia, naturalidade, renda, escolaridade, idade, entre outros. No
entanto, nenhum desses critérios é capaz de dividir justamente as pessoas.
Aristóteles defendia
a justiça como sendo atributo da igualdade, rainha das virtudes, com o
argumento de que a prática da justiça perfeita de quem a detém pode ser usada
para benefício dos outros, e não só para si. O artigo 5º da Constituição
Federal assegura os direitos fundamentais a todos. O direito referente à
igualdade é um deles: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza [...]”.
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sexta-feira, 11 de março de 2016
Liberdade de ir e vir
Por Felipe Nunes
Tenho
convicção de que os exemplos do trânsito formam um bom argumento contra o anarquismo. Se não houvessem leis para frear nossos
impulsos, agiríamos, muitas vezes, como animais irracionais. Isso é
observado quando as regras não são respeitadas. As cenas que vejo
nas ruas e avenidas dão respaldo a essa premissa.
terça-feira, 8 de março de 2016
A Páscoa e os direitos humanos
Por Felipe Nunes
Aproximamo-nos
de mais uma Semana Santa, como é tradicionalmente conhecida a Páscoa no Brasil.
É uma data de aceitação quase unânime na sociedade. Para cristãos, Páscoa é
época de penitência e de reflexão sobre a morte e a ressurreição de Jesus
Cristo. Para judeus, o período marca a passagem do povo hebreu pelo Mar
Vermelho em direção à terra prometida. Até mesmo pessoas sem qualquer crença comemoram
a época. Cada um a seu modo. O que parece bastante comum é o desconhecimento
sobre a ideia de liberdade contida na Páscoa.
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sábado, 5 de dezembro de 2015
Fundação doará mais de R$ 1 milhão para projetos em direitos humanos
O
Fundo Brasil de Direitos Humanos, uma fundação privada sem fins lucrativos, financiará
projetos em direitos humanos em 2016 com a doação de mais de R$ 1 milhão. A
fundação lançou dois editais com os critérios de seleção. Podem concorrer
organizações da sociedade civil e defensores de direitos humanos. Os projetos
podem ser inscritos até o dia 26 de fevereiro de 2016. Os editais estão
disponíveis no site do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Confira abaixo a
reportagem completa sobre lançamento dos editais, publicada no site dafundação. (Wanderson
Fernandes)
Fundo Brasil vai doar mais de R$ 1 milhão a projetos
de direitos humanos
Propostas serão recebidas até fevereiro e vão passar
por um amplo processo de seleção
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Iniciativas de direitos humanos serão ampliadas no Cone Sul
Ocorrida de
23 e 27 de novembro, na cidade de Assunção, no Paraguai, a Reunião de Altas
Autoridades em Direitos Humanos, a RAADH, dos países que compõe o Mercosul, resultou,
dentre outras coisas, na assinatura do Protocolo de Assunção. Ele prevê a promoção
e a garantia dos direitos humanos através de projetos elaborados por oito
comissões permanentes do Instituto de Políticas em Direitos Humanos, o IPPDH. A
RAADH e o IPPDH são instâncias institucionais vinculadas ao Mercosul, comprometidas
com o respeito e a promoção dos direitos humanos como eixo fundamental da
identidade e do desenvolvimento da região. Abaixo, a
matéria sobre todos os acordos assinados pelos países participantes, divulgada
pelo portal do IPPDH. (Wanderson Fernandes)
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
O tráfico de pessoas
Por Wanderson
Fernandes
Após
o Protocolo de Palermo, no ano de 2013, a Organização das Nações Unidas, a ONU,
definiu o tráfico de pessoas como “o
recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de
pessoas, recorrendo-se à ameaça ou ao uso da força ou a outras formas de coação,
ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de
vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para
obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins
de exploração”.
Estima
que este mercado movimente anualmente cerca de 32 bilhões de dólares em todo o
mundo, sendo o terceiro mais lucrativo para o submundo do crime, perdendo
apenas para o tráfico de drogas e de armas.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Sedup comemora 30 anos de ação junto aos movimentos sociais
Sediado
em Guarabira, na região do Brejo paraibano, o Serviço de Educação Popular tem
como foco principal a defesa dos movimentos sociais. Desde sua fundação, atua
em busca da justiça social e de uma sociedade mais justa, solidária e
democrática. Ao longo dos anos, o Sedup, inicialmente ligado à Diocese de
Guarabira, desenvolveu vários trabalhos em linhas como: mobilização e atores
locais, educação e cidadania e capacitação de atores sociais. Em seu 30º
aniversário, lança uma revista especial que conta toda a trajetória da
instituição. Eu conversei com Orlandil Moreira. Ele é professor do Centro de
Educação da UFPB e Diretor Administrativo do Sedup (Wanderson Fernandes).
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
III Colóquio sobre Fundamentos em Direitos Humanos - com Marconi Pimentel Pequeno
O
professor Marconi Pimentel Pequeno foi o nosso
convidado para o III Colóquio de Fundamentos em Direitos Humanos, realizado no
dia 27 de maio de 2015. Na ocasião, foram abordados temas como as bases dos
direitos humanos, a liberdade de expressão, ética e moral, internet e redes
sociais, fundamentação e proteção dos direitos e educação em direitos humanos.
Marconi tem doutorado pela Universidade
de Strasbourg I, França e pós-doutorado em Filosofia pela Universidade de
Montreal, no Canadá e pela Universidade de Paris X, sobre violência e Direitos
Humanos. Ele integra a o corpo docente do Departamento de Filosofia da UFPB
atuando nas áreas de Filosofia-Moral, Meta-Ética, Emotivismo Moral, Bioética e
Direitos Humanos.
A organização do colóquio foi de Anderson Costa, Joabe Ferreira, Luiz Lambert e Wanderson Fernandes.
A organização do colóquio foi de Anderson Costa, Joabe Ferreira, Luiz Lambert e Wanderson Fernandes.
Confira a seguir os vídeos do colóquio.
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